São Paulo inicia consulta para concessões de saneamento de US$5,8 bilhões e projeta investimentos até 2060
Baliza: Programa UniversalizaSP pode mobilizar até US$20 bilhões no longo prazo e beneficiar cerca de 6 milhões de pessoas.
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Baliza: Programa UniversalizaSP pode mobilizar até US$20 bilhões no longo prazo e beneficiar cerca de 6 milhões de pessoas.
O governo do São Paulo, o estado mais rico e populoso do Brasil, deu início ao processo de consulta pública para estruturar novas concessões e parcerias público-privadas (APPs) no setor de saneamento, com investimentos estimados em pelo menos 29 bilhões de reais (cerca de US$5,8 bilhões) até 2033.
A iniciativa faz parte do programa UniversalizaSP, que contempla 146 municípios atualmente atendidos por serviços vinculados às prefeituras — e que permanecem fora da cobertura da Sabesp, responsável por grande parte do abastecimento no restante do estado.
Segundo o governo estadual, o volume de investimentos pode alcançar 100 bilhões de reais (aproximadamente US$20 bilhões) até 2060, à medida que os contratos avancem e a estruturação regional se consolide.
Expansão com foco em cobertura e segurança hídrica
O programa busca ampliar o acesso à água tratada, coleta e tratamento de esgoto, além de fortalecer a resiliência urbana e a segurança hídrica. A expectativa oficial é que cerca de 6 milhões de pessoas sejam beneficiadas.
“A consulta pública marca uma etapa decisiva na consolidação do programa, abrindo espaço para que a população apresente suas necessidades. Isso permite o aperfeiçoamento das propostas antes da publicação dos editais e da estruturação final dos blocos de prestação regionalizada dos serviços”, informou o governo em comunicado.
Modelo regional e concessões de longo prazo
Os municípios participantes serão agrupados em blocos regionais definidos com base em bacias hidrográficas e nas Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado (UGRHI). O número final de blocos, municípios incluídos e volumes de investimento dependerá das contribuições recebidas durante a consulta pública.
O parceiro privado será selecionado por meio de processo licitatório e deverá operar os serviços por um prazo estimado de 33 anos. A remuneração virá da cobrança de tarifas de água e esgoto, além de eventuais subsídios do governo estadual.
O edital com os detalhes das concessões deve ser publicado no segundo semestre de 2026, com leilão previsto ainda para este ano — um movimento que reforça a aposta de São Paulo em ampliar a participação privada na universalização do saneamento.



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