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Brasil e EUA estreitam cooperação em minerais críticos

O Brasil busca se posicionar como fornecedor estratégico de minerais críticos para o Ocidente, enquanto os EUA aceleram alianças para reduzir sua dependência da China na corrida global pela transição energética e pela inteligência artificial.

28/5/2026
BRASIL NEGOCIOS ESTADOS UNIDOS
Redacción Simalco
Redacción Simalco

Brasil e Estados Unidos avançam em uma nova etapa de cooperação estratégica em torno dos minerais críticos, recursos considerados essenciais para a transição energética, a indústria tecnológica e o desenvolvimento da inteligência artificial.

O movimento acontece em um momento em que Washington busca reduzir sua dependência da China nas cadeias de fornecimento de materiais estratégicos como lítio, níquel, grafite e terras raras, fundamentais para baterias, semicondutores, motores elétricos e tecnologias avançadas.

Nesse contexto, a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou recentemente um projeto de lei para criar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, iniciativa que prevê incentivos para pesquisa, exploração e refino local desses recursos.

A proposta prevê até R$ 5 bilhões (aproximadamente US$ 950 milhões) em incentivos fiscais entre 2030 e 2034, além de linhas de crédito e apoio para fortalecer a cadeia de produção mineral brasileira.

O avanço legislativo coincidiu com reuniões e aproximações entre representantes dos Estados Unidos e autoridades brasileiras para discutir possíveis acordos de cooperação no setor. O interesse norte-americano está concentrado em garantir acesso a minerais estratégicos e construir cadeias de fornecimento mais resilientes fora do controle chinês.

O Brasil surge como peça-chave nesse tabuleiro geopolítico devido às suas importantes reservas de terras raras, lítio, níquel e nióbio. Especialistas consideram que o país pode se tornar um dos principais fornecedores globais de minerais essenciais para a eletrificação e para a nova economia digital.

No entanto, o governo brasileiro também busca evitar que o país permaneça apenas como exportador de matérias-primas. Um dos principais objetivos da nova política é impulsionar processos de refino e agregação de valor dentro do território brasileiro.

O tema já se tornou um dos eixos mais relevantes da disputa econômica global. Estados Unidos, Europa e China competem para garantir acesso a minerais críticos diante do crescimento acelerado de indústrias ligadas às energias limpas, mobilidade elétrica, defesa e data centers impulsionados por inteligência artificial.

Organizações ambientais, por outro lado, alertam para o risco de que o crescimento acelerado da mineração reproduza impactos sociais e ambientais caso não existam mecanismos sólidos de regulação e transição justa.

Fonte: Infobae.